Tenho visto diversos vídeos de Eduardo Marinho nos últimos dias. E me admiro cada vez mais ao ouvir um indivíduo com tão alto grau de
consciência e
capacidade ímpar em lidar com a realidade material. Isso é raro. Raro nesse grau. Nessa intensidade.
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Arte de Eduardo Marinho.
Excesso causa carência - carência revela excessos.
Excesso é nojento, embora não pareça.
Carência é triste, embora revele a verdade. |
Muitas pessoas estão despertando para o que está ocorrendo no mundo. Eu tenho reparado nisso através de observações profundas em todos momentos do cotidiano: nas aulas, nas ruas, nas pessoas, nos mercados, nas feiras, nas redes sociais, nas mídias, nas artes, na ciência, na religião. Existe algo nascendo com ímpeto e força. E não podemos encerrar essa gênese numa classe social, num nível intelectual, numa raça, numa igreja, numa área de pesquisa ou num local. É simultâneo e se manifesta de várias formas. No entanto percebe-se, em profundidade, um
fio condutor em comum, que é
forte como titânio quando é enfrentado pela razão do mundo; e
suave como uma pétala de rosa ao lidar com questões (aparentemente) insolúveis.
O futuro se materializa em função do desespero do indivíduo. Ele começa a tomar forma à medida que o indivíduo esgota todas as possibilidades apresentadas e reconhecidas pelo mundo (passado e atualidade).
O futuro é algo que se cria quando você reconhece os benéficos do passado e ao mesmo tempo rejeita aquilo que está erodindo e não serve mais. Em todas esferas da vida. Teorias, invenções, sistemas, relações. Modos de conceber o mundo que serviram numa dada época mas devem ser abandonados - por mais doloroso que seja. Quebrar paradigmas - tendo ou não estudo, sendo rico ou pobre, homem ou mulher, jovem ou idoso, negro ou índio, branco ou amarelo.
É uma destruição da forma velha e inútil para que a substância construa novas formas.
Somente nos transformamos quando nos desprendemos da vida. Melhor dizendo: apenas quando nos desprendemos do que esse mundo vê como vida.
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| AR |
A Vida não morre, pois ela é substância.
As existências nascem e morrem, pois elas são formas.
Vida é um
princípio que anima a matéria.
Existência é uma
experiência na matéria.
Mas...voltando ao tópico. Num dos vídeos Eduardo apresenta os 5 A's que todo ser humano REALMENTE precisa para viver.
Eu fiz uma alteração de modo a tornar a idéia mais completa, trocando o agasalho pelo afeto:
Ar,
Água,
Alimento,
Abrigo e
Afeto. De fato, tudo é redutível a isso. Se estivermos conscientes disso - independente da nossa riqueza material - podemos começar a libertar nossa mente dos pesos do mundo e preenchê-la com as potências da sabedoria.
Através de experimentações interiores chegamos a perceber a potência dessa verdade. Tudo que utilizamos nessa existência - ou deveríamos utilizar - são redutíveis a esses cinco aspectos fundamentais. Vejamos como isso se dá de fato. O
ar, elemento primário, indispensável à vida humana, contínuo e frequente em sua circulação, elemento basilar para a execução de qualquer atividade, permite as atividades mais elementares. É a base sem a qual nada é possível. A
água, cujas moléculas são maioria em nosso corpo físico (70%), é fundamental à vida, pois contém dois dos quatro elementos fundamentais à vida orgânica: Hidrogênio, Carbono, Nitrogênio e Oxigênio (H,C,N,O). Dois ou três dias sem a circulação dela extingue a atividade dos sistemas e órgãos e suas células. Mas vejamos mais a fundo as relações do ar e da água com o mundo exterior ao corpo.
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| ÁGUA |
Ar com elementos tóxicos significa circulação frequente de elementos nocivos ao funcionamento corporal. São milhares de litros por dia. Por outro lado, água mal tratada contamina o organismo. O processo é lento e discreto, de forma a enganar os sentidos e até mesmo o raciocínio. Nos acostumamos com elementos e situações estranhas que, introduzidos lentamente, discretamente, e às vezes assumindo formas elegantes e sedutoras, se infiltram no corpo e passam a fazer parte dele, dominando processos biológicos, podendo estes interferir no processamento cerebral-mental, porta de conexão entre mundo material e mundo espiritual.
A luz é outra necessidade fundamental.
Ela nada mais é do que a sublimação da matéria ao grau máximo. Não se lista ela justamente pela sua característica universal. Ela é não-enquadrável em si mesma.
Helioterapia é tomar quantidades de radiação solar para ativar algumas vitaminas (moléculas com função vital específica). Ela deve ser diária e em horários adequados. Quem vive encerrado diariamente dificilmente tem essa oportunidade. O paradoxo é que nossa sociedade industrial fixa essa regra como necessidade suprema de sobrevivência material, obrigatória, induzindo-nos à repetição e consumo desnecessários, estrangulando-nos aos poucos. Estranha lógica!
Dá se pseudo-vida à custa da vida de fato. E isso justamente por termos nos afastado lentamente do contato com a natureza. Nos seduzimos pela ciência, que se plasmou em tecnologia e anima nossos desejos e projetos de vida.
Nos encantamos pelo pensamento racional, uma explosão mental despertada na Renascença (séc. XVI) e desenvolvida por meios de ciclos tão ascendentes quando destrutivos - porque não guiados pela intuição espiritual, sintética e orientadora. Com isso veio o espasmo da Ciência material (Pascal, Galileu, Newton), Iluminismo (ordenação do saber), Gênios artísticos (Beethoven, Tchaikovsky, Mahler, Rachmaninoff,...), Revolução Francesa (política / sociedade), Revolução Industrial (economia / tecnologia) e desenvolvimentos lógicos de bases plantadas no século XIX. As consequências se estendem e desenvolvem em ciclos mais refinados e insustentáveis, porque não pautados pela intuição...
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| ALIMENTO |
O
alimento é uma combinação orgânica que fornece elementos elementares, carregando em doses adequadas outros elementos essenciais ao bom funcionamento dos sentidos e órgãos e processamento. Ele influencia no físico e no mental. Sua carência quantitativa ou qualitativa se manifesta como deficiência. Essa pode assumir duas formas, conforme se caminha para um exagero ou outro (ausência). Nesse quesito o que devemos saber é o seguinte:
precisamos do suficiente com a qualidade necessária. Os prazeres alimentares podem induzir a vícios crescentes, nos desprendendo da base da vida e consequentemente nos fazendo dispender mais tempo e energia para adquirir recursos para a compra de coisas desnecessárias.
Com a expansão da ganância alimentar invadimos outras esferas da vida individual: as posses. Nos alimentamos de bens além da nossa capacidade de usá-los para proveito próprio ou adjacente (auxílio fraterno), consumindo bens num ritmo frenético e com atributos desnecessários. Pior: tornando necessidade o luxo, sendo este mera desculpa para satisfação de instintos.
Só se deve adquirir algo se for feito uso benéfico e eficiente. Para si e para o entorno. Desde o curto até o longo prazo. Para avaliar isso é preciso ter desenvolvido a faculdade de
discernimento. Ela não se adquire na escola ou universidade, e sim na vida, com a
sensibilização psíquico-nervosa. Não se trata de impor um pensamento, e sim apenas apontar em linhas gerais qual é a finalidade da vida. Entrar com exemplos práticos pode ser contraproducente, uma vez que certos leitores podem inflar seu ego e se sentirem atacados em seu modo de vida particular, que julgam ser correto e de seu direito.
Mas nem sequer o autor se julga com esse direito, se questionando constantemente, revendo seus conceitos e se expondo a vivência intensa de realidades necessárias.
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| ABRIGO |
Uma idéia incapaz de sobreviver a sistemáticas investidas violentas não é digna de sobreviver.
Digo mais: quanto mais sublime a idéia, mais ela tende a fortalecer-se com os ataques.
De repente percebemos que muitos questionam ou atacam não para destruí-la, e sim testá-la até ao nível de alicerce. E se resiste e cresce, se tornando mais bela e forte, demonstra-se o poder construtivo da dor, seja ele praticada por agentes inconscientes ou pela Lei de Deus. Estamos diante de fenômeno sublime que encanta espíritos sensibilizados de forma intensa. E mesmo àqueles presos à razão ou aos instintos não podem deixar de ficar paralisados ao sentir em si mesmos uma corda vibrando. Eles não compreendem mas se assombram com esse desconhecido. A sensação é ímpar e envolvente. Ela domina sem exercer uma gota de energia. Ela encanta e convence pelo simples fato de SER sinceridade máxima.
Partindo-se de um conceito extremamente simples bem conduzido chega-se à compreensão dos mais complexos fenômenos sociais, políticos, econômicos, psicológicos, morais, científicos, afetivos, científicos.
Subindo na pirâmide chegamos ao
abrigo. Este nada mais é uma extensão do alimento. É a necessidade de conservação, segurança do indivíduo e da família. É a vestimenta, é o colchão financeiro para os tempos de penúria. É a proteção das intempéries ambientais. É a privacidade, em que as idéias e opiniões e afetos podem se manifestar sem temor de represálias (teoricamente). É o Lar, direito de todo ser humano. Lugar onde se exerce a individualidade de forma mais intensa, para que a atuação social seja cada vez mais efetiva e coordenada. Para que a aceitação seja maior. Espaço que deve ser usado para reflexão. É a propriedade necessária. Não deve ser mais sofisticada a ponto e que essa sofisticação prejudique alguém - direta ou indiretamente. Novamente vemos o discernimento como elemento balizador da evolução interior que dita as necessidades exteriores.
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| AFETO |
No topo da pirâmide temos o
afeto, base da unificação. É aí a gênese das famílias, uniões não apenas para perpetuar a espécie, mas para
desenvolver as capacidades intuitivas latentes e satisfazer os instintos. Geralmente sentimos a necessidade dessa última, mas no íntimo temos vago sentimento de que existe um algo-a-mais que nos leva a escolher uma pessoa e um grupo. É aí que reside a chave para a evolução.
A intensidade da experiência afetiva permitirá o desenvolvimento virtuoso e orientado de toda inteligência analítica, a razão. Ele alimenta-a por trás, sem aparecer.
É a força sutil do espírito que nos impulsiona a aprender o antes chato, o hoje interessante, e o amanhã fascinante.
Com isso construímos a pirâmide das necessidades fundamentais descritas pelo Eduardo. Pirâmide que é síntese das necessidades e finalidades da vida. Em todas existências, em quaisquer circunstâncias.
Pautar a Vida por essa hierarquia nos levará a eliminar inutilidades e construir nossa personalidade ao longo das diversas existências. Mas isso requer atitude constante e convicta, sem se importar com circunstâncias temporárias e aparentes.
Eu creio que podemos sair desse labirinto.
Mas precisamos de VONTADE.
Vontade de EVOLUIR...
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Link recomendado:
https://www.youtube.com/watch?v=NMn_1rQ3sms
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