O que é inteligência? Por que ela não pode ser artificial? As máquinas podem sentir? Podem pensar? Qual a finalidade da tecnologia na nossa trajetória evolutiva? O que isso tem a ver com as questões humanas (ética)? Como isso se relaciona com o transcendente?
Um blog que é tudo e nada. Poesia científica. Fé raciocinada. Ciência orientada para a unidade. Vários assuntos esmiuçados tendo por base o sentimento nas profundezas da alma e possibilidades do futuro. Deste sentimento chega-se às análises do mundo cotidiano, sentido e valorizado. A mensagem verdadeiramente importante deve anular quem a transmite, que nada mais é do que uma ferramenta de ideias.
terça-feira, 25 de abril de 2023
quarta-feira, 19 de abril de 2023
04 Ciência e Espiritualidade
Por que Ciência e Religião, ou mais à fundo, Ciência e Espiritualidade, sempre se digladiaram? Será que a abordagem materialista e a abordagem espiritualista sejam antagônicas, em eterno conflito, sem nenhum ponto em comum? Ou será uma questão de perspectiva...de consciência que temos da fenomenologia universal?
Será que ambas não buscam a Verdade a partir de abordagens diferentes: uma analítica (racional) e outra sintética (intuitiva)?
Por que a ciência deve se tornar Ciência do Espírito?
O que isso significa exatamente?
Tudo isso e mais são revelados nessa breve apresentação.
QUEDA E SALVAÇÃO: Live no canal do Flávio Valle - Comentando um comentário
A vida é um dinamismo incessante que adquire um ritmo vertiginoso para seres que estão em processo de alinhamento com a Lei de Deus. Todos os atos passam a ser executados em função de princípios superiores. A aparência e as coisas do mundo ganham importância secundária, e devem ser reforçadas apenas na medida em que possam ser úteis para servir a um princípio superior.
A trajetória de um ser orientado é um incessante transformismo. Não apenas na forma de se expressar, mas na substância do sentir, do perceber, do pensar, do conceber, do vislumbrar. Com isso adquire-se experiências cada vez mais valiosas - e com elas, valores eternos, seguros de qualquer assalto.
Na última live que o autor fez no canal do Flávio Valle surgiram vários comentários de pessoas revelando interesse pelas questões substanciais da vida. Assuntos que dizem respeito à vida de todos (mesmo que a maioria da humanidade não consigo perceber isso). Mas - como é de se esperar - sempre surgem criaturas que, na sua limitação de captar a substância da mensagem, se prendem às formas. Esse biótipo possui um perfil característico, que demonstra estar dominado pelo seu intelecto. Sua vontade é de 'corrigir' vários pontos e julgar outros (que infelizmente não entendeu, pois não desceu à profundidade das causas). E devido a isso, cai em contradições. Contradições causadas por uma interpretação baseada numa objetividade segura mas arcaica; num pensamento concatenado mas de superfície; numa argumentação sistematizada mas sem vida.
Para esses casos nada mais interessante do que fazer um aprofundamento nas próprias objeções levantadas.
Como Ubaldi fez em seu curso "O Sistema" - que depois acabou virando um de seus livros mais fantásticos - eu assim o farei aqui, indo ponto a ponto para revelar melhor (ou tentar...irá depender do grau de consciência, ou seja, da boa intenção em atingir uma visão mais próxima do Absoluto) para esse perfil psíquico.
Irei pegar os quatro pontos de objeção levantados, levando ele mais à fundo:
1° ponto: Queda do Espírito, Deus e Sua Bondade
Caímos pensando como o palestrante, lá longe, no Zoroastrismo, onde havia o deus bom e o deus mal. E a ideia ocidental e oriental de que Deus é bom E é "ele". Ora... nao é nada disso.
A pessoa em questão parece ter confundido tudo, pois em nenhum momento falei em "um deus bom e um deus mal". Há apenas Deus (o Todo-Uno-Deus).
O fato de usar "Ele" não implica que Deus seja homem. Trata-se apenas de uma denominação para que possamos nos "aproximar" D'Ele. Se formos ficar esmiuçando detalhes a nível subatômico (como o faz a ciência materialista-reducionista) jamais chegaremos a avançar evolutivamente, na vertical interior do espírito.
Quem faz a objeção parece ter se prendido na letra morta ao invés de captar o espírito vivificante. Já disse Sua Voz em AGS para não darmos tanta atenção às palavras, mas nos focarmos nos conceitos.
1o) Deus nao é "ele". Nem "ela". É "a coisa". O "algo". "Aquilo; Isso". coisa". O "algo". "Aquilo; Isso".
2o) a coisa não é boa ou má.
A coisa simplesmente tem códigos básicos de criação que vão sofrendo mutações programadas quando chegam num determinado instante de "stress" do modelo anterior.
A experiência está LIVRE, bastante aberta, se fazendo, mas dentro de determinadas leis fisica, química, biológica e matemáticas. Quem fez isso? Uma consciência. Ou varias.
Quando a pessoa fala que Deus (segundo ela, 'a coisa') está sofrendo mutações programadas, incorre em contradição gravíssima. Pois o Absoluto não sofre transformismo tal qual a gente conhece.
Esquece-se de citar as leis que estão além desses domínios: as leis psíquicas, do campo moral, até chegarmos à Lei Única - da qual todas as outras derivam.
Não se sabe. Consciência não tem gênero sexual. Não é macho nem fêmea. A origem de tudo NINGUEM sabe. JAMAIS será compreendida ou explicada. Então o que temos mesmo, é a realidade a nossa volta para observarmos, e, como ele disse, nosso espirito (ou consciência) como guia intuitivo para guiarmos. Mas só a palavra Espirito Ou Eu Superior, No português, Já leva à ideia de masculino Se for numa língua de origem saxônica ou oriental, esse erro de interpretação não será cometido. Por exemplo, no inglês, Deus nao é "he" ou "she". É "it". Vejam: A personalização "da coisa Deus", atrapalha muito.
Novamente, a pessoa perde-se nas palavras. Uma personalidade preso a especificidades analíticas acaba puxando a discussão para questões periféricas, que não levam a lugar algum. Não interessa a denominação que qualquer um dá a Deus - e sim a como ela é capaz de perceber Sua Lei e se alinhar à Sua Vontade.
De nada adianta definirmos com exatidão qual deve ser o termo linguisticamente mais adequado para denominarmos coisas que desconhecemos em sua plenitude. A humanidade se apoia justamente nesse método: por isso o mundo não avança. O importante é desenvolver essa visão dentro de si.
E a ideia de que a coisa é boa, e é do bem, ou seja, que Deus é bom e é do bem, também atrapalha. "Eu sou o que sou" Essa foi a resposta popular de Deus para Moises. Em hebraico, mesmo, tem outro sentido ainda, que é Eu serei o que serei. Ou seja: Nem "a coisa" sabe o que é. Ela simplesmente "é" e "está" por ai. De novo em ingles: I am (Eu sou, eu estou, eu existo)
Se tomarmos 'bom' e 'mau' no sentido relativo, pode-se dizer que existe algum sentido nisso que foi dito. Por outro lado, em termos Absolutos, não podemos imputar a Deus não ser nem 'bom' nem 'mau'. Ele é bondade (e inteligência) suprema.
Porque se formos neutralizar Deus em todos Seus aspectos, devemos dizer também que Ele não é nem Inteligente nem ignorante, mas algo diferente disso (talvez um meio-termo?). Não tem o menor sentido não atribuir a Deus não apenas o máximo das virtudes do mundo das ideias, mas colocá-las num máximo absoluto.
O que confunde as pessoas é devido à relatividade e progressão das verdades aqui: o que outrora era julgado mau não é tão mau (ou até virou algo bom); e vice-versa. A mesma ideia para todos outros dualismos de nosso cosmos. Isso não significa que não haja um Bom Absoluto e todas demais características.
Deus é Bondade e Inteligência Suprema.
A unidade cindida em conflito (AS) não percebe isso e crê que Deus não esteja em nenhum dos polos (bem-mau) porque estes são relativos à história, constituição genética e ambiente de cada um. Mas à medida que vamos filtrando as relatividades do 'bem' e do 'mau', vamos obtendo o Verdadeiro Bem. O Bem em termos Absoluto. E seguindo o mesmo método com todas outras dualidades de nosso universo, chegamos às virtudes puras.
Para o autor (eu) fica muito difícil ter de explicar algo que está muito à frente dos tempos. As palavras devem fazer um bailado harmônico; a mente deve se afiar e se armar cientificamente; a vivência deve ser intensa; o exemplo deve ser marcante; a criatividade deve tender ao infinito.
Esse é o Drama de quem vê.
A razão (intelecto) e seus derivados (comunicação, sociabilidade, meios materiais, etc.) não consegue estar no nível de captar tão altas intuições do espírito.
Por isso que os estudos filosóficos são interessantes quando nos levam a refletir sobre o FENOMENO em si da Consciência. Mas, mesmo assim, sempre falta algo em todo esse raciocínio produzido, que é o sentimento: a sensação interna a partir da percepção. E ai é que está! O sentimento é para ser resultado da intuição. Mas ele é resultado do raciocínio. produzido, que é o sentimento: a sensação interna a partir da percepção. E ai é que está! O sentimento é para ser resultado da intuição. Mas ele é resultado do raciocínio.
Os estudos filosóficos se perderam num eruditismo morto por não ter superado a dimensão racional-analítica. Assim como a ciência se perdeu no dédalo da análise por não ter se aberto ao seu próprio princípio evolutivo de admitir novas hipóteses.
A filosofia é interessante até o ponto em que viabilize a progressão da consciência (=despertar do espírito), ajudando o ser a fortalecer suas faculdades intuitivas. A partir do momento em que isso não se dá mais, é preciso enfrentar o pensamento filosófico vigente (que no fundo não é um pensamento, mas um engessamento em pensamentos que se tornam ultrapassados frente aos imperativos evolutivos de nossos tempos), como fez André Renê Barboni em seu brilhante trabalho de TCC em Filosofia.
Na definição de intuição a pessoa se confunde muito, se perdendo numa análise verbal baseado em definições. Algo tão simples não deveria ser objeto de discussão.
A intuição é a fusão entre uma moral (sentimentos elevados) extremamente pura e um intelecto (razão) extremamente afiado e competente. Ou seja: a fusão entre dois polos que se elevaram na vertical mística a tal ponto que ambos se tornam quase que indistinguíveis um do outro. Um verdadeiro casamento, no qual não conseguimos classificar um ser intuitivo sob a régua da análise fria (como faz a pessoa em questão).
Repare: alguém intuitivo opera de modo integral. Em nenhum momento ou ocasião seus atos podem ser discretizados (e classificados categoricamente). É uma unidade de termos complementares (bondade-intelecto) que co-evoluem num dinamismo fora do comum. Não há quantização - apenas continuidade, que é uma característica do Sistema (S).
Dando um exemplo: O sentimento intuitivo leva a amarmos pai e mãe. Mas uma criança abusada pelo pai cria um trauma de raciocínio que bloqueia o sentimento. Ou seja: a consciência pura, tem o sentimento puro da intuição. E isso colabora para a ação da pureza do espirito (consciência). A consciência "suja" pela vida na matéria, bloqueia a intuição e leva a percepção a um sentimento derivado de um raciocínio "sujo" (digamos assim).
ESSA É A QUEDA DA CONSCIENCIA. A QUEDA DO ESPIRITO.
O pensamento da pessoa está correto, em linhas gerais. A consciência pura só pode gerar uma intuição (que não é pura ou impura, pois ela é uma consciência superior que superou o dualismo e consegue utilizar os opostos de forma positiva, dinamizando sua trajetória evolutiva). A intuição é um sentimento elevado e puro guiado por um pensamento afiado e claro.
A vida na matéria só 'suja' a consciência daquele que ainda não percebeu a função evolutiva da dor em nosso universo. Se a pessoa já percebe o telefinalismo da vida e a mecânica do fenômeno evolutivo - e toda fenomenologia universal - não há mais medo de se sujar com as coisas do mundo. Pois elas não irão influenciar o ser substancialmente - apenas superficialmente. Em outras palavras: o espírito não é mais refém das circunstância do meio, mas domina as forças do entorno, arrastando-as a seu favor, e assim forjando um destino. Destino glorioso.
A pessoa não conhece a Grande Queda (e única) porque não está a par da cosmovisão de Ubaldi. Isso a leva a perceber alguns aspectos das quedas que ocorrem no AS (relativas todas), e não da Queda S-AS, que foi a gênese de todo fenômeno evolutivo e que contém em si as vias para nossa ascensão (e salvação).
Como limpar-se? Como salvar-se? Jesus disse: Esteja no mundo Mas não seja do mundo. Seja perfeito como o teu pai que esta no céu Ou seja: Tirando essa palavra "pai", que foi mal traduzida, o que seria a perfeição da "coisa Deus" que o palestrante falou? o que seria a perfeição da "coisa Deus" que o palestrante falou? O Amor. A perfeição é a potência da energia do amor. E é simples. Bem simples. De entender. Chegue perto de uma pessoa que tem essa energia. Qualquer um sente ela. INTUITIVAMENTE. Ela HARMONIZA tudo em volta. E como se canaliza o amor? Pensando: Eu sou amor Eu sou amor Eu sou amor Ate que, de tanto insistir nisso, voce consegue. Mas tem que insistir nesse pensamento. Pense nele, sempre que puder, quando tiver um tempinho.
Voilá: estar no mundo sem ser do mundo. É preciso integrar espírito com matéria. Alma e corpo. E todos dualismos, através de uma filtragem. Esta só pode se dar se aplicarmos os grandes princípios às questões da vida concreta (falarei sobre isso mais adiante, no último ponto).
Tratar Deus como 'coisa' é pior do que tratá-Lo como 'Ele'. Entre dois relativos que não expressam (nem jamais expressarão) a excelsitude do Criador, fico com 'Ele'.
As palavras pouco importam - o que vale é o conceito, o espírito.
O restante vai de acordo com minha visão - e a cosmovisão de Ubaldi, de Rohden, de T. de Chardin, entre outros grandes.
2° ponto: Ordem x Caos
O palestrante também falou no caos. O caos não existe. Tudo é extremamente organizado e equilibrado. Não é porque tem um maremoto ou terremoto ou uma economia esdruxula, que existe o caos. As mesmas constelações estão lá a trilhões de anos. Onde há caos nisso? existe o caos. As mesmas constelações estão lá a trilhões de anos. Onde há caos nisso?
O caos existe e não existe. A pessoa, novamente, por não conhecer a cosmovisão integrativa S e AS, escorrega em conclusões contraditórias.
Tudo é equilibrado e organizado se observarmos em profundidade. Na superfície, impera o caos (especialmente neste mundo). O próprio fato das pessoas discordarem e se auto sabotarem comprova isso. Mas há a Lei que, em profundidade, atua de modo silencioso.
Se tudo fosse ordem pura não haveria o transformismo evolutivo. Evolução implica em imperfeição que busca uma perfeição. Só que essa trajetória evolutiva não é direta, em linha (uma progressão total), mas se dá através de ciclos e oscilações ao longo de um eixo central. Repetições de experiências pobres para que comecemos a ter experiências mais elevadas (as leis biológicas, humanas e além mudam conforme a experiência adquirida: aí reside o livre-arbítrio).
Há ordem e desordem em nosso universo (o AS). A ordem é a Lei de Deus, através de suas múltiplas derivações em todos os níveis, que coordena tudo de modo amoroso, sutil e inteligente. A desordem é a ignorância da criatura - que devido à Queda ficou embatumada na matéria. Uma criatura decaída mas com Deus nela, em seu aspecto imanente.
O próprio fato de fazermos tentativas e erros (e muitas vezes errarmos, descobrindo depois que poderíamos ter agido melhor numa situação) atesta o fato de que caos e ordem co-existem em nosso universo. Isso no entanto não significa que esse bailado se perpetue para sempre, mas que vá findar com o 'fim dos tempos'. Porque a ordem é o estado natural do universo, e portanto está alinhado a tudo que é verdadeiro, são e puro.
A vitória final é do S. O AS será reabsorvido (não destruído) pelo S quando o fenômeno evolutivo tiver findado. O que morre é apenas a forma caduca - jamais a substância eterna.
3º ponto: Ubaldi, Cabala, Política
O sistema da queda de Baldi é o mesmo da Cabala.
É Ubaldi (não 'Baldi).
A Verdade (universal) é captada desde tempos imemoriais. Poderíamos falar no Caibalion, no Evangelho, no Tao, Na Gita, no Alcoorão; em Akhenáton, em Orígenes, em Parmênides, em Espinoza, e muitos outros. E não estaríamos errando de forma alguma.
Mas a questão não é
"Quem trouxe antes?"
e sim
"quais foram os que progrediram essa Grande Visão?" e
"qual é a cosmovisão mais sintética (ou quais) atualmente?"
Novamente, a pessoa não percebe a essência do Pensamento Diretor do universo ainda. Mas todos estamos expandindo nossa visão através da experiência.
Candidato politico claramente orientado para cima?????? Disse o palestrante Quem é esse? Qual poli-ticu é voltado para cima?????? Nossa... Ai desandou a maionese do palestrante.
É triste constatar que muitas pessoas 'espiritualistas', com uma visão mais profunda do polo espírito, não conseguem fazer a junção harmônica com o outro polo (também divino, só que de modo manifesto).
Fugir da política, igualando tudo à farinha do mesmo saco, não é a solução para os problemas da humanidade. Isso leva a uma neutralidade que permite que pessoas que atuem em prol da destruição dos valores positivos cheguem ao poder.
É muito evidente para quem vê à fundo a orientação vetorizada para o Alto (S) de um bloco (pequeno) na política - e em outros vários ramos como economia, ciência, filosofia, etc - e a orientação estagnante ou involutiva para o AS. Isso não significa que aqueles orientados para o Alto não estejam com contradições (a meu ver a serem sanadas o quanto antes).
O grande erro das pessoas orientadas para a ascensão é que elas se usam de muitos métodos permeados de mecanismos que inviabilizam essa ascensão. Fora o fato de que, na hora de enfrentamento (quando devemos tomar uma postura diante do contexto histórico), muitas grandes almas dão um passo atrás. O medo as domina. Esse é o problema daqueles que anseiam por um mundo melhor: não ter incorporado em sua essência e seus atos os valores eternos do Reino de Deus. O espírito, o imaterial, o transcendente...a intuição!
Não me refiro a igrejas ou rituais ou coisas do tipo. Me refiro a uma atitude interna em meio às atuações mundanas.
Com esse escrito espero ter trazido minhas fortes intuições um pouco mais próximas daqueles que ainda não são capazes de enxergar as maravilhas do espírito (e de Deus) sem as muletas da razão.
Saudações fraternas.
sábado, 15 de abril de 2023
QUEDA E SALVAÇÃO
quarta-feira, 12 de abril de 2023
03 A Evolução é uma Espiral
A evolução é o fenômeno mais fascinante do universo. Na verdade, é o princípio que rege todos os fenômenos, animando-os, impulsionando tudo para uma meta. Quanto mais nossa visão (consciência) amplia (expande), mais claro esse telefinalismo vai ficando para nós. E com isso, a complexidade das interconexões começa a fazer mais sentido.
Ela, em essência, possui três grandes pilares: cíclica, oscilante e ascensional. Essas características, a meu ver, se relacionam com as três fases de nosso universo: matéria, energia e espírito.
Aqui exploramos um pouco os aspectos da evolução, suas implicações, seus mecanismos e qual a sua dinâmica.
Qual a relação disso tudo com nossas vidas? Como podemos orientar nossas vidas a partir dessa visão? O que tudo isso significa? (e muito mais)
quarta-feira, 5 de abril de 2023
02 Os Limites da Razão e o Poder da Intuição
A razão é o máximo de inteligência que somos capazes? Ela é ilimitada em sua capacidade de compreender e vivenciar o universo? Qual a sua função em nossa trajetória evolutiva? O que é intuição? (é sentimento puro?). Essas e outras coisas são esclarecidas nessa breve exposição.
quarta-feira, 29 de março de 2023
01 Objetivismo e Subjetivismo (ciclo de palestras)
Palestra realizada 28/03.
Assuntos tratados: método da ciência (objetivo); método intuitivo (subjetividade orientada para o Alto - Evolução); o caso de Arquimedes; a genialidade de Alan Turing; Realidade, o que é?; A visão de Ubaldi; Interpretação pessoal: subjetividade, uma ponte entre duas objetividades - uma inferior e outra superior.
A SÍNTESE MÁXIMA E A NOVA CIVILIZAÇÃO
Palestra realizada no programa do Flavio Valle em 25/01/2023.
Tema: Vida e Obra de Pietro Ubaldi.
Assuntos tratados: monismo (def.); Grande Equação da Substância; Movimentos fenomênicos; Princípio da unidade, dualidade e trindade; Determinismo e Livre-arbítrio; Evolução das dimensões; Evolução; Vida; Futuro da humanidade.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
D E U S
É infinitamente ousado da minha parte fazer uma tentativa de abordar uma questão que não é uma questão - pois trata-se Da Questão. É o ponto Ômega. Assunto Máximo em nosso universo. Tema que supera nosso concebível - e de criaturas muito mais elevadas do que nós. É algo tão arrebatador, tão fantástico, tão sublime, que a alma se despedaça apenas de início. Há uma sensação de destruição por querer adentrar em terreno tão fora de nosso grau vibratório. Aliás: um 'terreno' que não é 'terreno' (indo além de todos 'terrenos'). O conceito do Criador, que é inconceituável, indefinível e portanto indescritível. No entanto, não é possível avançar mais em todos outros assuntos (dos mais vastos e profundos aos mais particulares e cotidianos) sem se refrescar na Fonte da qual tudo emana.
Uma criação única que se faz contínua em nosso universo. Um evolucionismo profundo cujo motor genético está no âmago dos fenômenos, campo do pensamento puro, Reino do Espírito. A não-localidade nos físicos. O imponderável dos filósofos. O sagrado dos religiosos. Não interessa que termos são usados, quais métodos são adotados, quais rituais são seguidos (sim, a ciência também tem os seus): sempre, no fundo, estamos em busca de Deus.
Logo, qualquer atividade nossa (qualquer) expressa essa ânsia pela ascensão, que se realiza através da evolução.
Por isso começo falando um pouco sobre vórtices.
(1) interesses privados levarão ao bem coletivo (Adam Smith);(2) nossos mais elevados pensamentos são produto de um mero acaso, ou seja, uma fortuita interação de elementos inertes, a matéria (materialismo científico);(3) a humanidade é um perpétuo conflito entre classes sociais, e seu embate é um produto cultural, ditado por interesses limitados, e nada mais (materialismo histórico);(4) o ensino técnico não deve ter em seus componentes curriculares e seus métodos elementos contextualizantes, rotinas diferenciadas, o fator humanístico e filosófico, o aspecto intangível e transcendente, a arte e as diversas relações entre o evoluir e o desenvolver (cegueira do sistema educacional);(5) ciência e religião são como óleo e água: não se misturam jamais (dualismo férreo que impede a cooperação).
Poderiam ser citados muitos outros casos, mas estes já dão uma boa ideia das travas do mundo moderno.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
A origem e o fim do mal e da dor
Para a humanidade continuar avançando será necessário ver sentido em todas as neuroses do presente, em todos os horrores do passado - e em todas utopias do futuro. Isso me foi dito pela minha intuição. E assim tenho conduzido minha vida: me observando e orientando meu ser.
O mal é um fato em nosso universo e em nossas vidas. Isso não podemos negar. Resta então sabermos: por que ele existe? (e insiste!) Qual sua origem? Sua causa mais profunda? O que o 'acionou'? Quem o acionou? Como ele funciona em seus mecanismos mais profundos? Isto é, qual sua lógica de operação.
Por anos vivi e sofri em busca de explicações para isso. Grande parte dessa busca foi inconsciente. Buscava sem saber que buscava. Então muito sofria inconscientemente. Mas sempre senti que agia de modo muito diverso dos outros. A mim interessava resolver os problemas máximos antes de começar a atuar no mundo concreto, participando de atividades de fins imediatos e visíveis. De coisas valorizadas pelo mundo. E com isso ficava atrás nessa louca corrida pelas posições sociais, pela visibilidade, pela atenção e consideração dos outros, pelos prêmios e pela subida na hierarquia humana.
"Ele sentia algo imenso dentro de si mesmo, no seu passado; percebia uma tão vasta complexidade no próprio eu, que levou muito tempo para reencontrar-se, e não pôde fazê-lo senão lentamente, laboriosamente, parecendo, enquanto isso, inepto, tímido, medíocre. A sua consciência devia ser encontrada não apenas na superfície, mas também em profundidade."
História de um Homem
Depois de Ubaldi, continuo sofrendo - só que conscientemente, o que muda tudo. Ressignificação é a palavra-chave aqui.
E mais: a busca é cada vez mais orientada e energizada. Ou seja, apontada na direção correta e alimentada por coisas que estão além das recompensas humanas - que são cada vez mais insignificantes para mim. Isso dá um senso de independência das superficialidades humanas, e ao mesmo tempo, um sentimento de conexão com pensamentos mais elevados, situados no inconcebível. Há, de fato, uma sensação de arrebatamento (toda subjetiva e portanto não compreensível para baixos níveis de sensibilidade) ao ver certos filmes, ouvir certas músicas, estudar certos assuntos, observar certas relações entre pessoas ou fenômenos, que não é possível negar a existência de Deus imanente atuando continuamente e majestosamente nas profundezas desse mundo caótico.
Mas a vida continua dura. Aliás, perceber esse esquema mais amplo da realidade não trará a ninguém prêmios ou coisas do tipo. Nenhuma facilidade. E (mais desesperador) se a pessoa começa a praticar esses princípios, permeando sua vida com eles, haverão mais assaltos. A luta estará armada e toda resistência se dará - de muitas formas, com toda força, e tão mais cruel quanto mais você ameaçar libertar pessoas da ignorância.
Tudo isso foi intensamente vivenciado pelo autor ao longo deste ano de 2022. É mais uma marca em sua alma. Uma experiência adquirida. Indestrutível por estar fincada no espírito, dono da consciência latente - aquela que sobrevive à morte física, nossa essência.
Eis como aqui não se trata de um simples espaço virtual que despeja uma bela e sofisticada erudição, com conceitos científicos, pensamentos filosóficos, textos poéticos e sequenciamento de ideias harmônicas, com musicalidade divina. Não. Aqui também se vive o que se repassa.
A vida cotidiana é laboratório de experimentação. É campo de tentativas e erros (cada vez mais orientadas), no qual o autor vive a realidade cruel, imposta a tudo e todos, num sistema falimentar que não é mais capaz de viabilizar o progresso humano. Um sistema ultrapassado que só se sustenta devido à falta de ousadia criativa dos seres que o forjaram (inconscientemente). Um sistema que pode ser visto como o último grande bastião do Anti-Sistema (AS), temeroso com a ascensão do Sistema (S), isto é, uma natureza humana que superou o pior do passado e se lança destemidamente ao melhor do futuro.
Sobre esse 'melhor do futuro', posso afirmar sem medo aqui que a Grande Equação da Substância (GES) oferece uma cabeça-de-ponte para os próximos séculos (e quem sabe milênios), que será capaz de dar apoio a uma humanidade mais amadurecida, que já superou seus piores instintos e teve seus mais atrasados elementos expurgados (via Lei) para orbes mais condizentes ao seu grau evolutivo.
É uma 'equação' tão magnífica que Gilson Freire escreveu um livro inteiro (verdadeira obra prima) para mostrar como essa 'equação' explica toda nossa vida e nosso universo. O livro é A Física do Espírito.
Vejamos ela num de seus aspectos - só para dar um aperitivo ao leitor ávido por vencer o mundo (e não vencer no mundo).
O que ela nos diz?
Que o nascimento do nosso universo (físico) foi na verdade uma queda que sofremos, a partir de outro universo, não-físico. E que a morte do primeiro representa a restituição do segundo. E que a substância de que somos feitos se manifesta em sua forma mais rebaixada através da matéria, evoluindo gradativamente para formas dinâmicas (energia), vida orgânica, pensamento e além, numa evolução contínua e incessante, na qual todos indivíduos ascendem e se arrastam através de sua interdependência.
Ela revela que vivemos numa bolha espaço-tempo. E que nosso pensamento (aqui) é pautado e limitado por essa bolha. E que essa bolha é constituída de dimensões pautadas pela 'criação' da matéria, da energia e de todos seus processos - ditados por suas leis específicas.
Ela confirma tudo e mostra que a degradação (2ª Lei da Termodinâmica, aumento de entropia, dS>0) não é destruição, mas sim ressurreição. Que os ciclos se abrem aos poucos, adquirindo tom de progressão, formando uma espiral (2D) que se revela um vórtice (3D), esquema fundamental de evolução neste universo. Universo decaído que só extinguirá (=reerguimento do ser decaído) com a evolução - que nada mais é do que um nome diferente para salvação.
Ela revela que nosso universo, nossas vidas, nossas posições sociais e títulos e corpos e etc., são transitórios. E que isso é bom! Porque apenas o desgaste da forma pode viabilizar o renascimento do ser, alternado o centro de gravidade da consciência do indivíduo, que se coloca cada vez mais alto - em termos dimensionais, não espaciais.
A ciência (a verdadeira ciência, que preze pelo seu título) está chegando, aos poucos, a essa visão. Cautelosamente, mas firmemente. Ao menos os cientistas menos preconceituosos estão avançando. Sara Imari Walker é uma dessas grandes mentes da ciência que está constatando que a informação é subjacente a todos processos físicos - sejam eles da matéria inerte ou da vida. O vídeo abaixo (um TED Talk que ela fez) pode dar uma ideia disso.
Se você deseja se aprofundar nessa questão - a meu ver central para compreender o mecanismo de funcionamento de tudo que existe - recomendo um outro vídeo que ela apresentou sobre vida e consciência.
"A Vida está onde a física da informação é a física dominante"
WALKER, Sara Imari
Percebe-se que existe sempre um co-operação, uma co-evolução, entre entidades capturáveis pela nossa mente (e/ou nossos instrumentos). Mas quem coordena esses agentes do campo dualístico não se revela nesse campo. Parece não fazer parte dele (apesar de atuar nele). Vive no mundo sem ser do mundo...
"A nossa biologia é de substância, não de forma. Alcançamos não a veste orgânica, que se modifica, mas o princípio, que não morre; não a aparência exterior dos corpos físicos, mas a realidade íntima que os anima; não o que se desfaz, mas o que permanece; não o indivíduo nem as espécies em que as formas se reagrupam e se encadeiam em desenvolvimentos orgânicos, mas a expansão do conceito dirigente do fenômeno do psiquismo que vos preside; não a evolução dos órgãos, mas a evolução do eu que os melhora e os plasma para si, como meios para sua própria ascensão."
AGS, Cap. 51
Então percebe-se que existe um princípio da Vida, que é sempre íntegro, intangível, imortal e único; e uma manifestação da Vida, que pode assumir diversas formas, a depender do ambiente (ex.: tipos de átomos que formam moléculas disponíveis, condições atmosféricas, etc.) e das circunstâncias. Então tudo fica mais claro, e se enxerga que a vida tal qual a conhecemos pode assumir outras formas.
Se alguém acha que isso não tem sentido, recomendo a leitura deste artigo, publicado na BBC Brasil.
Não poderia deixar de captar outra evidência clara, vindo de outra pessoa da academia, desta vez da área de filosofia e humanidades, que é o Prof. Clóvis de Barros Filho, da USP. No podcast da Flow ele fala sobre sua crença em Deus e fé.
É interessante notar que ele afirma que sua razão não dá conta de chegar onde ele precisaria chegar, e que por isso o seu vínculo com o Divino é um vínculo de fé. Justamente o que a teoria de Ubaldi revela e sistematiza de modo tão formidável.
Continuando alimentando essa crença (que ele chama de fé) chegar-se-á a intuição, produto de uma profunda maturação interior - que vem através das árduas experiências da vida.
"Habituai aos poucos vosso pensamento a seguir esta nova ordem de ideias. Se souberdes transferir o centro de vossa personalidade para essas camadas profundas, sentireis revelar-se em vós novos sentidos, uma percepção anímica, uma faculdade de visão direta; esta é a intuição da qual vos falei. Purificai-vos moralmente e refinai a sensibilidade do instrumento de pesquisa que sois vós, e só então podereis ver."
AGS, Cap. 2
Tudo isso foi necessário desenvolver para apresentar esse último vídeo (a visão máxima, o menos palatável ao homem comum), que trata esse aspecto sob uma ótica mais vasta, fazendo jus à visão de Ubaldi.
"Os místicos afirmam que o mal é insubstancial e tudo que existe é bom"
Priscila Buchholz
Eis que através de evidências diversas no campo da perquirição filosófica, das últimas teorias e orientações da ciência, da arte e dos inúmeros casos de vida, é possível atingir uma visão máxima do fenômeno. Tudo se torna unitário e com significado. Tudo possui um íntimo e imortal princípio de funcionamento, com uma direção amorosa.
Viver, pensar e sofrer - conscientemente.
Esse é o primeiro passo para resolvermos o problema do mal e da dor.


