Um blog que é tudo e nada.
Poesia científica.
Fé raciocinada.
Ciência orientada para a unidade.
Vários assuntos esmiuçados tendo por base o sentimento nas profundezas da alma e possibilidades do futuro. Deste sentimento chega-se às análises do mundo cotidiano, sentido e valorizado.
A mensagem verdadeiramente importante deve anular quem a transmite, que nada mais é do que uma ferramenta de ideias.
O bem e o mal está dentro de cada um de nós. Eu afirmo isso porque percebo isso. Jessé de Souza afirma igualmente isso. A entrevista abaixo provavelmente pode desaparecer "acidentalmente" - nesse caso recomendo que vá direto ao link ou outro link e busquem - como já percebi que ocorreram com alguns links de uns vídeos que coloquei.
Jessé faz um diagnóstico profundo do golpe em curso em nosso país, explicitando o que não é colocado em pauta nas rodas sociais, nos ambientes de trabalho, nas mesas das famílias, nas conversas íntimas.
Ele explica de forma clara como o discurso é distorcido da forma mais perversa.
O mal usa a insatisfação - seja individual ou coletiva - para canalizar uma energia que clama por melhoria (infelizmente apenas local) para servir a seus interesses. Cria-se uma narrativa cujo início já é falso. Mas ninguém se dá conta disso. Uma vez que a insatisfação começa a entrar em destaque, muitos seguem e aproveitam o momento.
Existem aqueles que viram a oportunidade de externalizar seu ódio às pessoas e etnias que começaram a se tornar mais autônomas, menos dependentes da "bondade" de seus patrões. Esses viram a oportunidade de fazer isso "elegantemente" quando encontraram a isca - oferecida pela mídia, que se relaciona descaradamente com o sistema financeiro: a corrupção. De um único partido. De uma única ideologia. De um único sujeito. De um único momento. Visão fragmentada, pasteurizada, de forma a satisfazer o consumidor raivoso e preocupado em manter seus bens e seu modo de vida pautado por uma expansão na horizontalidade profana, negante de qualquer fragmento de verticalidade cósmica.
Existem os ingênuos, "cultos", que não saíram às ruas mas achavam bom o que estava ocorrendo. Acreditavam - ou ainda acreditam - na lógica de remover "privilégios" para o país se modernizar. Creem nisso com tanto afinco que não se incomodam com horrores que famílias, povos, meio-ambiente possa passar - contanto que não afete sua pequena vida pautada por uma rotina incessante de trabalho alienado e consumo conspícuo.
Finalmente temos uma pequena parcela de pessoas com certo grau de consciência, que percebem um pouco mais à fundo do que se trata realmente. Elas começam a sentir o transformismo que rege o fenômeno humano, e jamais se julgam estar com todas respostas. O vídeo acima se dirige a essas pessoas.
O vídeo abaixo revela o verdadeiro porquê da PEC 241 / 55 - também chamada da pec do fim do mundo.
A dívida pública ocorre em larga medida porque as mega-corporações, conjuntamente com o sistema financeiro, sonegam impostos. O Estado, sem recursos justamente por essa evasão fantástica, deve pedir emprestado aos ricos (esses mesmo que sonegam, e corrompem, pois ambas estão profundamente relacionadas), que emprestam a juros exorbitantes, aumentando ainda mais a dívida do setor público, que se torna refém de uma lógica perversa que força todas (ou quase) instituições democráticas a seguirem o caminho mais "sensato", que é degradar e calar o povo. Degradar duas condições, extrair mais, enganar mais e calar as manifestações e questionamentos por meios ilegalmente legais e legalmente ilegais (repressão, mídia altamente parcial, com pesquisas tendenciosas e programas alienantes).
A humanidade não irá progredir enquanto as pessoas não enxergarem a seriedade dos acontecimentos.
Estamos indo rumo a um caos justamente pela nossa inabilidade em compreender à fundo o que ocorre. Não lemos o fenômeno humano, com suas ramificações e intenções. Apenas vemos efeitos superficiais e nos distraímos. Grandes catástrofes se forjam no seio das forças da vida, que querem o progresso.
Vivi Voando em Verdadeiros Vendavais. Versei Verdades em Voluptuosos Vales. Vociferei contra a Vildade. Vociferei como Vento que Varre. Varrendo e Vencendo. Valorizei caminhos Vencidos. Verbalizei Valores Vulcânicos. Vivenciei Verdades Variadas. Variei a Voz Velada. Verei a Verdade Suprema? Vértice dominante, Vulcão abrasador, Vórtice devorante.
Voarei o Voo Vertical? Veloz e Visual, Virtuoso e Visceral, Vetorizado e Vaporizante. Vencendo pelo Verbo, Varremos o Veneno. Vivendo o conceito, Voamos para o Alto.
Voo Vertical. Voo Veloz. Voo...
Vamos Vencer a Voz que Vem de fora, Velando-a. Vamos Vociferar a Voz que Vem de dentro, Valorizando-a. Voz que Vara as Vestes de Ventríloquo. Voz do silêncio...
Duas presenças (D-6). Uma presença (D-7). No entanto, o momento não deixa de ser agradável. Qualidade é uma dimensão que jamais será atingida pela quantidade. Aquela engloba esta.
Os métodos bem intencionados, mas ainda assim do mundo, constroem a quantidade antes de semear a qualidade. O fim será o mesmo do método do Alto (1º qualidade, e após, por forças naturais, permear na quantidade a substância): elevação do plano de vida. Mas de forma muito mais difícil, dolorosa. É o preço que se paga por aceleração de um processo inexorável:o de evolução.
Indiferente à quantidade - e justamente por isso - irei replicar o curso no 2 º semestre. Já tenho o material pronto. Existe a possibilidade de inserir mais textos para serem comentados; aprofundar em mais conceitos; esmiuçar de forma melhor alguns modelos; rodar simulações. Há muito a se revelar. O assunto é, de certa forma, inesgotável. Basta ser apontado para o infinito. Infinito que o sustenta e lhe dá forças e - acima de tudo - orientação.
Foi possível ontem fazer um apanhado geral de vários conceitos. Assuntos relacionados àqueles que muitos alunos estão vendo em seus cursos superiores, tais como Termodinâmica, Análise dimensional, Física de movimento, entre outros. Destaques para questões ecológicas e político-sociais: como o sistema econômico, com sua lógica, permeou o imaginário humano - especialmente de quem detém poder e é escravo dele, por mais livre que se julgue - e controla a política e submete a sociedade e todas outras formas de vida (vegetal e animal) e não-vida (atmosfera, águas, solo, energias,...) a um processo de extração impiedosa de quantidades que podem se monetarizar, de forma a incrementar os lucros. A questão das três inteligências (instinto, razão, intuição) entra aí de forma profunda.
A passagem do homem de 2º nível - intelecto à serviço dos instintos - ao de 3º nível - intuição englobando a razão, que domina os instintos - é a transformação mais profunda pela qual a humanidade irá passar, inexoravelmente. Pelo bem (tomada de consciência) ou pelo mal (imposição das forças da vida aos desejos insaciáveis do homem). De qualquer forma, será uma ascensão ímpar, da qual já houveram "amostras" - antecipações biológicas.
No próximo encontro será aberto espaço para iniciar o trabalho final (tema, diretrizes, estrutura, motivos, possibilidades, dúvidas,...).
O público voltou a 6 (mais um ouvinte). O curso é comentado em alguns círculos. Eu não divulgo. Apenas sigo o curso dos acontecimentos, dando as aulas e comentando. Porque experiências passadas revelaram que propaganda tem pouco poder de atração a longo prazo. Silêncio e dedicação, por outro lado, se atraírem, retém e transformam.
Existe um turbilhão de conceitos que passam pela minha mente à medida que vou falando durante as aulas. Preciso controlar essa tensão, retendo-a, de modo a não descarregar grandes correntes no discurso, o que pode causar mais confusão do que compreensão. Dura é a tarefa, pois à medida que discorro o tema começam a surgir ramificações transversais que abraçam temas diversos e, paralelamente, ramificações para o alto, que dão uma visão mais vasta sobre o assunto. Controlar isso é difícil e exige paciência - as ideias fervem e a intensidade reflete parte desse dinamismo interior.
Disponibilizei vários vídeos e artigos, relacionados direta ou indiretamente, aos temas tratados. Isso há de ajudar a turma na elaboração do trabalho.
Eu deveria ver mais à fundo alguns temas antes de tratá-los. Ao mesmo tempo, mesmo sendo possível, não há tempo de explicar pormenorizadamente alguns resultados. Esbocei o diagrama (modelo) de um sistema de dois estoques: o primeiro era um renovável limitado por um não-renovável (a); e o segundo um renovável limitado por um renovável (b). Apresentei os estoques, seus fluxos (e tipos de fluxos) e lógicas de realimentação (o porquê de serem positivas ou negativas, e de suas conexões). Eis a estrutura do sistema.
Após explicar detalhadamente a estrutura do sistema, elemento por elemento (análise) e depois fornecer um panorama geral (síntese), pude mostrar alguns gráficos que revelam o comportamento do mesmo dados certos parâmetros. Estes são números que caracterizam lógicas de realimentação (ex: metas), fluxos (ex: taxas), entre outros. E condições iniciais (estoques e fluxos no tempo zero). Assim pode-se começar a permear a mente dos alunos com termos comuns à engenharia, mas que são muito mais abrangentes, indo além do universo dos fenômenos físicos.
Irei continuar esses conceitos e exemplos na aula seguinte, e logo colocar o pé em modelagem e simulação.
"Deus há de ser infinitamente justo e sábio. Procuremos, portanto, em tudo, a Sua justiça e a Sua sabedoria e curvemo-nos diante do que ultrapasse o nosso entendimento."
Gênese, Cap. III. O bem e o mal.
Existem questões que nossa inteligência nem sequer percebe ainda. Isso é perceptível no momento em que começamos a lidar com questões (aparentemente) insolúveis, mesmo dentre pessoas com um grau de instrução acima da média - bem acima.
Tudo parte da concepção. Nos volumes A Grande Síntese, Deus e Universo e O Sistema é feita a explicação dos três momentos da trindade à luz da razão: Pai, Espírito (Santo) e Filho. Observemos esses momentos, que sintetizam o ato de criação.
O Espírito simboliza o pensamento. É a concepção, imaterial e abstrata, mas influente no mais alto grau. Ela influencia a multiplicidade do finito mas está além das dimensões deste. Ela é a gênese da criação absoluta (provinda de Deus) e das pseudo-criações de nossa e de outras humanidades - e formas de vida.
O Pai representa a vontade. É o movimento. O dinamismo que inicia o movimento. É energia que traduz os altos conceitos do pensamento em dinamismo da substância. É o Verbo.
O Filho é a realização no mundo concreto. É a matéria. Tangível, capturável pelos sentidos, presa nas dimensões do espaço e tempo. É a criação, a criatura.
Trata-se nada mais do que um processo decorrente da queda (involução), cujo processo é uma degradação de algo situado num plano superior, imaterial (ideal) que se materializa, se tornando antes vontade (ideia, atitude) e finalmente realização concreta (ação). Espírito-Energia-Matéria. E não poderia ser diferente: algo novo só pode partir do mais - um plano superior. Jamais do menos - plano inferior. Porque este é englobado por aquele, ao passo que o inverso não se aplica. Como se vê, o mais abraça o menos, compreendendo-o, porque além de não negá-lo oferece algo a mais. No entanto o menos é altamente refratário a essa oferta, pois sua concepção é limitada pela sua própria natureza, vendo esse auxílio como um ataque frontal aos seus valores. Eis como se explica o fenômeno de cisão entre Sistema (criação originária, perfeita, no infinito, além das dimensões do espaço-tempo) e Anti-Sistema (emborcamento que gerou o Universo físico, tangível, preso às dimensões espaciais e temporais).
Com esses esclarecimentos podemos começar a compreender o porquê de muitas pessoas não aceitarem - ou terem um grande dificuldade em fazê-lo - visões de mundo situada fora da curva da normalidade (a regra), com suas explicações imperfeitas mas válidas e potentes, que estejam além de suas verdades relativas e progressivas. Estas se tornam exceção. Torna-se difícil à sua natureza momentânea seguir e abraçar um conceito que esteja além de suas faculdades de assimilação. O que ocorre então?
O transformismo que rege o universo deve ser sentido.
Após senti-lo, podemos viver de acordo com a Lei de Deus.
Alguns podem sistematizá-la. O relativo tende a ser reabsorvido
pelo Absoluto. Entrando em sintonia com ele,
encontraremos a tão almejada Paz.
Pude, com minha experiência de vida, constatar que o aceitamento se dá conforme o grau de respeito que existe entre aquele que afirma as belezas e a misérias do mundo e aquele que não compreende as misérias e procura uma personalidade, um partido, uma forma mental, etc, para justificá-la. O menos aceita o mais somente a título de formalidade. O grau de consciência (ainda) comprimido sente que está diante de uma verdade maior, mais próxima da Verdade, que explica as contradições de sua mente, e aponta para soluções, mas é incapaz de construir um fluxo de troca de ideias que leve ao desenvolvimento de conceitos e teorias. De modo que o contato dura pouquíssimo tempo. Isso se capta não pelas palavras, mas pelas atitudes, pelo semblante e - sobretudo - pelo olhar.
Sempre que um ser se depara com outro que lhe dilata os horizontes, convidando-o a mergulhar em profundidade para perceber que o futuro já está contido em germe no presente, na forma de vontade latente, existe um incômodo, um choque, uma sensação que só pode durar pouco porque a maturação interior ainda não foi suficiente. Ainda não é possível assimilar conceitos mais profundos - e potentes. É como se o menos fosse obrigado a destruir sua personalidade para aceitar tamanho sistema de ideias - que ele mesmo não pode negar. Colocou-se em contato os dois Eus: o exterior e o interior, que, por serem muito distanciados nos seres de grau de consciência média, acabam entrando em choque, gerando uma reação suportável por apenas alguns instantes.
O ser que revela essas visões deve saber que essa comunicação não pode ocorrer nos círculos sociais. Pode-se no máximo, com muita cautela e cálculo, introduzir conceitos, mas com uma certa vestimenta concreta que torne o assunto de maior valor para a média da humanidade.
Nessas observações não se trata de condenar ou descarregar mágoas. Nem de classificar. Trata-se apenas de ser honesto para consigo mesmo e para as pouquíssimas almas que já atingiram um grau de maturação graças às dores intensas e profundas da vida. Trata-se de constatar uma teoria que a cada vivência no cotidiano se revela cada vez mais coerente e sólida. Busquei nos últimos anos de minha vida encontrar alguma corrente de pensamento ou personalidade ou ideia, seja da religião ou da ciência, que revelasse a contradição dessas teorias - visualizadas pela inspiração dos místicos da atitude, dos gênios da sistematização, e dos heróis da ação - ao longo de nossa história. Mas apenas encontrei novas confirmações, o que me levou a aumentar minha segurança e potencializar minhas (poucas) afirmações a respeito dos problemas que afligem toda humanidade, desde as questões de amplitude coletiva até aquelas de nível atômico. Tão grande é a segurança que decidi me lançar numa trajetória a ponto de intensificar essas afirmações através de um curso, oficializando a minha fala, e convidando, através de cada afirmação certa e incisiva, às críticas.
A formalização é um passo inicial. Não se sabe o que virá depois. Eu não fiz questão de divulgar o que estou fazendo. Apenas ofereci de boa vontade, com a intenção clara e honesta de criar um ambiente no qual possamos todos expor as dúvidas e sentimentos mais profundos para chegar a melhores entendimentos de nossa realidade. E dar pistas do porquê de nossas dores, do fenômeno da evolução e da finalidade da vida - no fundo todas essas questões se relacionam.
Estamos longe de compreender plenamente o conceito
de liberdade. Nossas abordagens tendem a torná-la
autoritária. Devíamos tentar compreender melhor as
autoridades libertadoras
Com a oferta sem propaganda nem a obrigação de, uma vez matriculado, participar, filtra-se o ambiente: apenas aparece as almas desejosas de assimilar esses conceitos. Almas sem preconceitos e dispostas a mutilarem o exterior para manifestarem aspectos latentes mais potentes e portanto libertadores. No fundo trata-se fazer um mergulho ousado, utilizando ferramentas já disponíveis e um arcabouço teórico rico, para revelar o sentido das coisas. Para relacionar. Para mostrar o transformismo que rege não apenas a cultura (consciente) como a natureza (subconsciente). Para quebrar o dualismo instinto versus razão para apresentar um monismo composto de uma trindade dinâmica que se refaz a todo momento, realizando trocas e progredindo com a evolução - que em nosso Universo se dá com o desenrolar do tempo, dimensão à qual estamos presos por nossa involução; involução adquirida pela nossa revolta, que gerou um embrocamento do princípio da substância*. Um monismo que se afirma com o conceito de sub-consciente, consciente e super-consciente. Instinto -> Razão - > Intuição.
Passa-se de um dualismo cheio de atritos - ao qual Freud achou a "solução" dizendo que somos seres que agem guiados pelos instintos, e só; ou ao qual Maquiavel reduziu a uma forma de governar para manter as aparências com o intuito de obter-se o máximo de vantagem, de tal modo que possamos satisfazer nossa natureza "inalterável" - a um monismo, que traz consigo seu conceito evolutivo, e revela que instinto, razão e intuição estão presentes no homem, simultaneamente, e evoluem com o passar do tempo - maturação. Movimento é a ideia central.
Nada em nosso Universo é absoluto. Logo, tudo é relativo. Mas não apenas relativo, mas progressivo. De tal modo que isso se aplica às verdades: elas são relativas a um grupo, uma cultura, uma pessoa, uma área do saber, uma ideologia, uma época. E progridem no tempo, vindo a se chocar e se refazer em função do choque (circunstâncias). Com isso há fusão e chega-se a conceitos mais vastos e potentes, possibilitando a evolução.
Mas a evolução é um fenômeno universal e vasto. Podemos afirmar que descobrimos uma evolução orgânica, exterior, preso à ciência do paradigma racional-analítico, que mensura e é objetiva. Mas ainda, em larga medida, desconhecemos a evolução interior, que é guiada pelo espírito, que plasma a matéria, a energia e a vida, elaborando-as melhor a cada nova reencarnação, e com isso possibilitando que os meios de atuação exprimam de forma cada vez mais intensa a luz que explode dos recônditos do coração, forçando as células nervosas e seu órgão diretor - o cérebro - a acompanhar essa febre por crescer. Essa "patologia" atinge tal ponto em algumas personalidades, que o corpo começa a manifestar patologias muito semelhantes àquelas dos simples enfermos. Resultado: o mundo e suas instituições classificam o Ser evoluído como um doente e inepto. Um fraco. Eis a tragédia de nossa espécie, que deverá ser sanada por bem (consciência coletiva despertada) ou mal (aplicação da Lei de Deus através das forças da vida). Eu acredito estar trabalhando em prol da cura pelo bem...despertando e convidando a batalhas titânicas no campo das ideias e dos sentimentos mais sublimes. Tudo guiado pela sinceridade séria e seriedade sincera.
Agora podemos começar a compreender o porquê da mente hodierna rejeitar certas atitudes em prol da melhoria do mundo, classificando-as como autoritárias de antemão. O julgamento é feito do ponto de vista do indivíduo. Colhe-se informações a favor dos próprios argumentos, rejeita-se ou minimiza-se as explicações que derrubem os argumentos. Ou procura-se usá-las para comprovar os próprios. Tudo é um jogo de egos.
Eis que chegamos ao momento histórico atual, que traz à tona manifestações sociais de proporções crescentes num país cujo povo está acostumado a não enfrentar questões públicas através de organização ativa, intensa e efetiva.
Diz-se que a greve é um direito. E portanto as pessoas devem ser livres para aderir a ela ou não. E esse é - aparentemente - um argumento inquestionável, que desmorona qualquer atitude ou explicação de autoridade por parte de um movimento social ou sindicato. Mas eis que a história recente nos revela os seguintes fatos: sempre que é dada essa liberdade, o indivíduo começa a agir como tal, restringindo seus interesses a nível mínimo, se esquecendo que existe uma coletividade cujos interesses estão sendo enfraquecidas com essa atomização. Coletividade da qual ele, querendo ou não, faz parte.
O desdobramento pode ser explicado em parte por alguns ramos da teoria social, que usam modelos de indivíduos com patamares intrínsecos de tolerância-limite que, uma vez atingidos, levam-os a seguirem concretamente um "campo magnético de pensamento". Esse campo, ao que me parece, existe, e é a arma usada pela atual forma mental neoliberal de se propagar e se impor sobre as instituições democráticas e morais humanas. Como isso ocorre? Vejamos mais pormenorizadamente.
Quando existe uma greve - seja local, nacional ou (teoricamente**) global - há a opção aceita pelo grosso da humanidade: dá-se a liberdade de participar ou não. Mas o que ocorre neste caso, na prática? Aqueles que desejam se manifestar, se ausentando em ato de não-concordância com as políticas da corporação, do governo, da lógica econômica, são coagidos a não fazê-lo, pois existem pessoas que tenderão a entrar e não aderir. Inicia-se uma cadeia na qual a heterogeneidade dos elementos vivos e humanos enfraquece a convicção individual: os que possuem uma tolerância-limite baixa sucumbem logo de início, não aderindo em virtude de seus interesses próprios (manutenção do cargo, emprego, imagem social, etc). Logo em seguida, aqueles ligados (socialmente ou por corrente de pensamento) tendem a segui-lo; e na sequência aqueles próximos desses; e assim sucessivamente, de tal modo que apenas restarão elementos sindicais ou engajados integralmente no movimento social participando do protesto/greve/desobediência civil, nulificando a atitude.
A evolução se dá pela evolução, que ocorre
através do tempo - em nosso Universo relativo.
A história é cíclica em um aspecto - particular.
No entanto, há mais: seus ciclos são abertos.
E mais: eles oscilam, ora para mais, ora para menos.
No entanto, nota-se que, no geral, o expandir vence
o contrair. Reflitam sobre isso...
Mas então virá aquele que defende a liberdade até o último grau e dirá: "Mas a liberdade deve sempre se impor a autoridade!". E eis que, na própria afirmação, constata-se que a liberdade tão defendida pela mente hodierna é autoritária. "impor a liberdade de ir e vir". Porque percebe-se por observação que aqueles que defendem essa liberdade começam a agir de modo agressivo (mentalmente a princípio) diante do uso da autoridade de alguns grupos, buscando teorias, exemplos e fatos que possam fazer esse uso de autoridade ser destruído. Diz-se combater um mal mas no fundo amplifica-se apenas outro mal, esquecendo-se dos aspectos positivos da autoridade que emana de baixo.
A questão começa a ficar cada vez mais clara. Autoridade existe e é basicamente de dois tipos: aquela que vem de cima pra baixo, imposta por leis, emendas constitucionais, ordens de diretores de canais de TV e jornais, compras de parlamentares por banqueiros e empresários; e aquela que é exercida de baixo para cima, na forma de movimentos sociais, ocupações, greves, desobediência civil e críticas. Sabe-se qual das autoridades é mais nociva (porque mais poderosa, ao menos aparentemente). No entanto é justamente essa que não é alvo de questionamentos e críticas abertas. O que ocorre então é que o indivíduo, temeroso de perder suas poucas regalias, se sente carregado de tensão que deve ser descarregada de alguma forma. Se o consumo conspícuo, o sexo desenfreado e o falatório incessante não bastam, recorre-se à crítica dos grupos mais fracos que exercem autoridade - ao invés de combater aqueles mais fortes, que são os maiores responsáveis pelas tragédias humanas e ambientais.
Nos vemos diante de uma problema complexo de difícil solução para a mente atual. Um problema que exige muito mais dilatação de consciência do que criação de tecnologias fantasmagóricas e métodos elegantes.
O fato é que o "campo de pensamento" dominante, análogo ao magnético, gera um força que induz os elementos (indivíduos) a, se livres, serem arrastado por ela, até chegar a um sorvedouro, foco em que os elementos são usados para fins escusos: produzir cada vez mais num mundo finito. Desenvolver em sentido emborcado. Criar exageros que levam a carências. Eliminar partes indesejáveis e injetá-las nos locais mais fáceis, seja o meio ambiente (solo, águas, atmosfera) ou comunidades locais. Egoísmo no grau máximo, potencializado através do poderio econômico e midiático ímpar atingido pela corrente mental que visa transformar o ser humano num gestor-consumidor destituído de sentimentos e senso de discernimento da última realidade da existência.
Como acabar com essa liberdade autoritária? Deve-se recorrer a uma autoridade libertadora, que aparentemente sempre partiu do povo, seja na forma de movimento sindical, seja de movimento social, seja de movimentos religiosos (Teologia da Libertação), que se aliam às comunidades.
Eis que, a partir do momento em que se realiza um cerco, impedindo as atividades laborais, protege-se aqueles muitos insatisfeitos que gostariam de aderir, mas num regime de liberdade autoritária se vêem coagidos por forças intangíveis a furarem o cerco. Ajuda-se muitos, prejudica-se poucos. Pois o ser humano é muito guiado pelo medo e esperança, de tal modo que sem um corpo que ofereça um amparo (sindicato, movimento social, líder forte), ele não irá aderir, temendo sua extinção como indivíduo.
Poderíamos afirmar que a coação dos movimentos é injustificada num mundo em que não existisse um jogo de forças subterrâneo, guiado por interesses particulares. Ou seja, ausência do campo "magnético" de pensamento, que induzisse as pessoas a agirem de modo diverso ao que creem. Esse é o campo criado pelo Neoliberalismo. E como ele é de difícil assimilação pelo indivíduo comum (pouco intuitivo, razoavelmente racional), é considerado inexistente. Uma fantasia de esquerdistas, de vândalos, de autoritários. E assim atua-se em função do que a consciência reconhece - que é o que ela pode assimilar atualmente...insuficiente para causar uma mudança profunda no sistema econômico vigente, com todos seus desdobramentos.
A História nos ensina, revelando que existem momentos em que, pela maturação do ser e imposição das circunstâncias, atinge-se um estado de exceção no qual as leis de desfazem e os paradigmas são abalados a nível radical. A Justiça passa por cima da lei (humana), que se recusa a se adaptar ao transformismo evolutivo que rege a vida, desde o nível físico até o espiritual, passando por todas faixas intermediárias (energética, biológica, psíquica, mental).
O próprio argumento dos "pacifistas" geralmente é que devemos compreender o oposto para crescer. Compreender o porquê dessa autoridade estaria incluso na lição. Deseja-se compreender apenas o que se está disposto a compreender.
Esses conceitos brotaram da alma e se confirmaram com um evento especial no mês de Novembro de 2014. O autor presenciou de modo profundo como o mundo faz uso do que existe de mais instintivo no ser humano para minar qualquer tentativa de colocar em pauta questões encobertas pelas instituições - no caso privadas. Esses fatos comprovam os conceitos aqui elaborados até seu último desdobramento. E não sendo possível conviver num meio com tamanho grau de inconsciência, imposta pela alta cúpula, o ser, por sua própria natureza, se viu expulso (sem justificativa) do meio de forma rápida, para não influenciar outros. Fora eliminado. Dadas as condições do momento, seria dificílimo encontrar um reposicionamento na vida. Fora destruído pelas forças que se diziam a favor "da livre adesão", que pregavam liberdade de discurso e todos derivados. Estava no grau zero na vida profissional e afetiva. Nada mais lhe restava. Suas habilidades em lidar com o mundo eram nulas. Sua sociabilidade (fraca) era inversamente proporcional à sua sensibilidade social (aguçada). E com isso decreta-se o fim.
Mas o autor continuou, no meio do desespero, a escrever neste espaço e a buscar recolocação. Não saiu de eixo e não se arrependeu do seu destino - por mais desesperador que pudesse ser. E essa sintonização lhe trouxe uma certa paz.
Com o desenrolar dos meses a ajuda do Alto começou a se revelar. Na verdade esta sabe de tudo e age muito antes, pois se vê livre da prisão espaço-temporal de nosso mundo corrompido - inclusive por aqueles que se dizem absolutamente contra a corrupção. Os furos começaram a se alinhar de modo ímpar. Circunstâncias sem explicação foram se formando à medida que o ser demonstrava estar em paz com sua consciência. Estava se operando o que as religiões denominam MILAGRE.
Fora aberto um edital para um concurso público, em sua cidade, para sua área de formação. E com um salário que, se admitido, superaria aquele salário anterior. Maior coincidência era quase inconcebível. Mais: fora-lhe dado as condições para o estudo pleno (tempo livre). E a vontade aliada à calma lhe permitiu estudar sem problemas. Seguindo calmamente um roteiro interior, o resultado apareceu, exatamente um ano após a expulsão de um reino de pseudo-liberdade. A partir desse momento a vida do autor começou uma ascensão indescritível, que é um segundo ciclo em sua vida particular. Ciclo afetivo-profissional. A Salvação se realizara.
Com isso o autor, ao contrário do que se esperava, se sentiu em dívida com o Alto. Seu desejo de cumprir sua função é mais intenso do que nunca. Ele tem a responsabilidade de explicar os conceitos mais profundos que viveu neste espaço, sem rodeios e com o mínimo de concretizações possíveis - para evitar possíveis divergências dos leitores e estudiosos.
Temos muito ainda avançar nos conceitos de liberdade e autoridade.
O caminho é multimilenar e exige disposição. Somente quem possui o estofo necessário pode seguir esse caminho sem cair nas tentações (ilusões) que o mundo oferece.
Essa foi uma primeira aproximação de um conceito a ser melhor compreendido por uma humanidade vindoura. As afirmações são fortes e abrangentes. O intuito é causar abalos internos que estimulem o ser a repensar sua vida e conceitos - e apontar dúvidas e questionamentos ao autor.
Assim se dá a evolução. Com Trabalho interior - que sempre será uma greve ao trabalho exterior, dependente do interior.
Queda e Salvação.
Vídeo que revela o que ocorre à nível social-trabalhista na nação.
OBS: Trata-se de resultados de constatações e estudos sérios. Não de opinião.
* O Sistema: Gênese e Estrutura do Universo. UBALDI, Pietro.
** a mente hodierna ainda não foi capaz de atingir um nível de organização efetivo a nível global, que aponta que a máxima marxiana de "trabalhadores do mundo uni-vos", nunca foi implementada de fato.
O que são as coisas do mundo além de meios para atingirmos fins mais elevados? O que são as experiências humanas além de períodos de sensações, ganhos de conhecimento, conquistas ou fracassos - temporários e tangíveis - para elevarmos nosso Ser a um patamar mais alto de consciência? O que é a vida a não ser um meio que deve se desgastar para criar graus de consciência cada vez mais elevados?
Nada neste mundo deve servir a si mesmo. A vida nada mais é do que uma manifestação de um princípio superior, imaterial, consciente, individual, que anima a matéria, dando-lhe forma, sentimentos e capacidade de pensar. O que se desgasta ao longo de nossa existência - uma de muitas! - é o físico, o material. A consciência em nada se desgasta. Apenas adquire experiências e com elas, conforme souber reagir à dor, adquire maior grau de maturação evolutiva, assimilando toda a série de ganhos e perdas do mundo para se libertar. Cada vez mais. Cada vez melhor.
As possibilidades eram inumeráveis.
Os personagens, poéticos, intensos, profundos.
A Sétima Arte (O Cinema) pode ser um dos meios mais potentes para elevar o ser humano a um grau de compreensão mais profundo da realidade, partindo da vida das pessoas. Na telona vemos uma história se desenvolver; personagens incorporando o roteiro, dando vida ao que está escrito; ouvimos uma trilha sonora que acompanha o palpitar da história contada, revelando o indescritível, transmitindo a potência dos sentimentos que guiam nossas ações nesse mar de formalidades que se tornaram demasiadamente estáticas e errantes. Isso tudo, aliado à capacidade de concentração propiciada pela telona - uma sala escura, em silêncio, onde sua concentração é máxima - pode ser um bom servo: uma seta para o infinito.
La Meglio Gioventù é um filme italiano de 6 horas, separado em quatro minisséries de 1h30 cada, que pinta um quadro dinâmico de uma família e alguns personagens - e um país, um mundo, com sua forma de vida e instituições. Um quadro que se incia em 1966, quando Nicola Carati e Matteo Carati, irmãos de uma família de classe média italiana de quatro filhos, inesperadamente alteram a rota de suas vidas para resgatar (ou tentar) uma moça - Giorgia - de uma instituição psiquiátrica cujo tratamento dado aos pacientes era duvidoso.
Nicola, estudante de medicina. Brincalhão mas responsável. Seu equilíbrio se revelará ao longo das décadas, com as surpresas e os golpes da vida.
Matteo, estudante brilhante. Rapaz forte, inteligente, e com uma vontade de justiça muito acima da média, o que leva a constantes conflitos com o mundo.
Os personagens estão definidos. O meio está dado. A trajetória de cada um seguirá leis determinadas pela essência de suas personalidades, inexoravelmente, levando a destinos diversos, mas com um ponto em comum: a vontade de encontrar um sentido para as coisas. Num de forma lenta, ponderada, simples. Noutro, de forma mais intensa, variável, veloz, mas bem intencionada. A um falta a potência da ousadia. A outro falta o controle interior. No entanto, são os equilibrados aqueles que resistem melhor.
Os irmãos Carati. Matteo (esquerda) e Nicola (direita).
Duas personalidades, dois destinos. Destinos
que se cruzam e se orientam juntos em
certos momentos. Belos e tristes. Mas aquele (beleza)
,por ser eterno, superará um dia este (tristeza).
Eis a potência da Vida.
A família Carati é uma família como qualquer outra - mas ao mesmo tempo não é. É porque as circunstâncias espaciais (meio) e temporais (acontecimentos) são comuns a todos nós. Não é porque as reações dos personagens a essas circunstâncias são especiais, construindo vidas intensas e instáveis, ou sólidas e estáveis. Mas ambas, independentemente do destino, significativas.
A personalidade de Nicola o levará a um caminho familiar, criando, ponderando e auxiliando através dos meios de que dispõe. A vida se constrói. A trajetória forja o personagem. Sua consciência imprime orientação em seu caminho.
Matteo será guiado por um caminho que tenderia ao de Nicola, mas se constrói de forma diversa devido à sua vontade intensa de encontrar um sentido no mundo - uma ordem ainda não atingida, ainda incompreendida pela mente. Busca solução numa instituição onde a ordem é o guia. E a cumpre de forma louvável. No entanto, a contradição: a ordem das instituições é, até um ponto e para uma restrita esfera da vida, aplicada. Além disso teoria e prática se divorciam, restando apenas um jogo de aparências que é mantido. Um verniz. Isso Matteo não compreende. Ele deseja uma ordem que não existe no estágio atual. Se enfurece quando não se age como se fala ou pensa. É como Aquiles: Destemido, intenso e instável. Suas explosões não são egoísticas, mas buscar externalizar sua inquietação, impossível de ser contida. Busca o bem com tanta intensidade que o contraste o desequilibra.
Nicola se encontra com seu irmão, mantem contato. É o ente mais próximo ao irmão, que se afastou do resto da família: mãe, pai e irmãs. Nicola se encanta com os dons musicais de uma moça e tem uma filha. Mas logo sua vida de pai e marido é abalada. A moça, Giulia, segue uma trajetória diversa. Ela, como Matteo, crê que o mundo precisa de mudanças (e precisa, sempre!), e age de forma igualmente intensa. Só que de forma diametralmente oposta.
Matteo quando era Nicola.
Enquanto Giulia se envolve na militância política violenta, se tornando um apêndice do terrorismo (as famosas Brigadas Vermelhas dos anos 70 e 80), Matteo quer impor a ordem através da polícia. Ambos buscam melhorar o mundo à força. Um método, considerado ilegal. O outro, legal. Mas ambos ilegais perante leis superiores. O primeiro porque age de forma impensada, considerando interesses restritos; o outro porque age completamente (ou quase) divorciado da teoria, dos princípios. Emborcamento de forma mental que levará a destinos árduos. Nicola é o elemento equilibrado, que não se destaca, mas que cria (a filha), conversa (com a família), combate a exploração (com sua clínica diferenciada).
É fácil assistir um filme.
É mais difícil absorver a mensagem de um filme.
É difícil sentir e viver as vidas dos personagens de um filme.
É dificílimo transformar sua vida a partir de uma história - mas se ela for bem contada, com os atores certos, e com sinceridade séria e seriedade sincera, essa transformação é possível.
Ao longo de seis horas nós, espectadores, varremos a história recente da Itália, que à sua maneira, reflete em parte a história do mundo. Através da história de personagens especiais. Uma família simples mas cheia de complexidades latentes, que se revelam à medida que a vida se desenvolve. Uma eterna inquietação move os personagens, cada um à sua maneira, a seu tempo. Busca-se algo, alguém. Busca-se sempre. Ama-se, chora, cria-se, destrói,...Transformação é uma característica de nosso Universo imperfeito, relativo - em busca da perfeição perdida. É isso o que vemos através da família Carati, e de seus personagens mais marcantes: Nicola e Matteo.
Quando a morte, a perda, a desilusão de alguém na tela nos leva ao choro, à reflexão, ao questionamento, aí podemos dizer que nós e o filme nos fundimos num corpo só, criando uma relação de intensidade. E igualmente, quando vemos a conclusão de uma jornada de vida, com suas dores, alegrias, conquistas e perdas, e sentimos paz no coração e tranquilidade na alma, podemos sair da sala de cinema ou desligar a telinha e dizer:
Tudo que existe é belo se soubermos nos tornar belos. Tudo é harmônico se vermos a finalidade do caos. É o melhor de tudo. É o melhor da vida.
O número de alunos caiu. Eram 6 (D-2). Depois apareceram apenas 3 (D-3), e na última quarta, novamente 3.
Essa queda revela que o curso está fora de contexto. Ou talvez sua importância seja pequena. Ou ainda, que ele seja muito ambicioso, tentando passar uma visão que exija uma mente muito especulativa, capaz de lidar com as questões mais profundas do conhecimento. Ou uma combinação dessas explicações - e outras.
As três alunas me parecem interessadas. Não posso garantir que terei público até o final (dia 15), mas se houver posso garantir que as pessoas sairão do curso com uma nova visão acerca dos fenômenos, e quem sabe passem a agir de forma diferente em uma ou mais esferas da vida.
Passar vídeos relacionando filmes com o assunto tratado parece ser bom. Citar alguns textos. Fazer as aulas como apresentação, com diagramas sintéticos e figuras atraentes também parece ajudar a reter os poucos alunos que restam. A verdade é que existe uma dificuldade muito grande em fazer as pessoas compreenderem a importância de algo cujas causas estejam muito distanciadas dos efeitos. Mas essas são as causas mais poderosas. A região em que, uma vez compreendida e experimentada, pode se tornar um poderoso ponto de alavancagem em qualquer vida.
Na penúltima aula passei um trecho do filme Enigma. O intuito era mostrar a como funciona a mente do gênio - no caso Alan Turing. Trata-se de atividade contínua, construção de relações em qualquer local, circunstância e tempo, analogias, resgate de conceitos,...Total imersão num plano distinto daquele em que o grosso da humanidade vive e valoriza. É graças a isso que florescem as teorias, as ideias, as técnicas, as revelações, a arte,...tudo que impulsiona o coletivo da humanidade para o Alto, impactando nas vidas de cada indivíduo, que poderá fazer uso das facilidades consolidadas para criar mais. E assim sucessivamente.
Na última aula continuei a martelar conceitos já apresentados na 2ª parte, adicionando novos e exemplificando. O tópico foi sistemas lineares e não-lineares. Defini cada um deles. Citei exemplos. A linearização é algo que nossa mente gosta. Por isso criamos tantas técnicas para tratar de sistemas reais (não lineares), que são complexos, de forma simples - linearizando. Com isso suprimimos uma infinidade de fenômenos e possibilidades.
Exemplos de relações não-lineares: regar uma planta; quantidade de nutrientes que uma plantação necessita; dinheiro-felicidade; vibrações mecânicas; fenômenos físicos, químicos.
Não compreender não-linearidades implica em não saber atuar no mundo. Reconhecer que existem regiões desconhecidas - que podem ou não ser desvendadas pela nossa mente. Saber linearizar é bom. Mas isso às vezes não basta para atingir o conhecimento integral do fenômeno.
Na próxima aula iremos adentrar nos diagramas. Já defini estoques e fluxos. O primeiro é a memória do sistema. O segundo são o que fazem o estoque alterar. São as entradas e saídas. O exemplo mais simples é uma banheira: a quantidade de água nela é o estoque. A torneira é o fluxo de entrada. O ralo o fluxo de saída. Às vezes não é possível definir a taxa de entrada e saída. Mas em sistemas representamos esse controle de vazão por uma torneira. Pode se tratar de matéria, energia, informação.
A partir daí poderemos começar a montar diagramas de sistemas do mundo real.
O mundo possui nulidades e raridades. Mas elas não se apresentam sozinhas, desconexas. Elas se revelam relacionadas entre si. Como substantivo (sujeito) e adjetivo (atributo, qualidade do sujeito). Não apenas isso, mas essa relação pode ser de três tipos, a meu ver.
Elementos, interconexões, propósito (minha próxima aula). Este surge do tipo de combinação dos elementos. É o fator mais importante, cuja influência se estende nas vastidões oceânicas do tempo (energia), do espaço (matéria) e da consciência (psiquismo). Dos três atributos de sistemas, este (propósito) é aquele onde o trabalho de transformação possui o maior poder de alavancagem. Reside no campo conceptual, imaterial, em que se trabalha a prazos que se estendem - às vezes - além do horizonte da vida individual. E com manifestações carregadas de potência, que vencem as limitações do espaço, tornando essa alavancagem de substância (não de forma) global. É nesse campo que o verdadeiro trabalho é feito. Trabalho além do campo de compreensão do tipo biológico hodierno, que opera no campo da atuação, cujo dinamismo se dá apenas na forma - não na substância.
A moça observa a correnteza. Para onde ela vai?
Seguir a correnteza, nadar contra, ou simplesmente
observá-la? Para onde ela não vai? Existem outras?
Se sim, onde estarão?
Ai daquele que esboce algum ensaio de tentar aprofundar um assunto! Deverá estar preparado para as reações inexoráveis da psicologia hodierna, que no estágio atual se dão de forma elaborada e pouco perceptível. Eis que, mesmo se inteirando de um assunto, ouvindo, escutando, compreendendo e finalmente expondo, num lapso de tempo relativamente pequeno, uma fenda para algo que poderia iniciar uma pesquisa informal num campo desconhecido pela zona do consciente, os atropelamentos ocorrem. No entanto, não há culpas. Tudo é feito de forma inconsciente. Sente-se isso.
A partir dum estágio de maturação psíquico-nervosa, o ser começa a perceber que transformar o inusitado em ódio - que tende a se plasmar em reações vingativas - é contraproducente. No entanto, há uma atitude que se traduz em mudança de postura ao longo do tempo (meses, anos, décadas,...). Percebe-se que, se há um incômodo profundo, deve-se perdoar, pois "eles não sabem o que fazem". Não há culpas no campo da inconsciência. A incapacidade de captar vibrações diversas apenas atesta que um certo grau de maturação interior não foi atingida. Há tempo para tudo.
Se não se transforma essa alta tensão (experiências) em amperagem (reações) canalizadas para resultados negativos, o que se faz? Trabalha-se a tensão de forma lenta, contínua e persistente. Isso exige nervos de aço e auxilio de alguma fonte superior ao indivíduo. Essa tensão é trabalhada ao longo de certo tempo, e depois convertida em amperagem direcionada para as linhas (canais) adequados, com distribuição inteligente, que não leve a queima das resistências físicas, emocionais e mentais. Ensaios, diagramas, poemas, melodias, trabalhos, estudos, pesquisa, mudanças graduais de comportamento. Mudanças pequenas, mas firmes. Expande-se o histórico de experiências assimilada. Conscientemente. Várias vezes. Até entrar na zona do inconsciente - os instintos. Tudo se relaciona.
A partir disso perdoa-se mas não se esquece. Perdoar é não se perturbar com o fato. Não esquecer é registrar na memória, na alma, no espírito, de que não adianta introduzir novos elementos em sistemas sem capacidade de absorção destes. E a partir daí não tentar novas aproximações do tipo. Aprende-se a ficar quieto. Toda explicação do mundo, com eloquência oral e teorias lógicas e abrangentes, não mudam o comportamento de um ser de forma efetiva.
Compreender o atual é fácil: basta seguir a lei da
alimentação (preservação individual) e a lei do amor
(preservação da espécie).
Compreender o que pode ser realizado exige
seguir uma terceira lei: a da evolução.
O erro do ser consiste em não perceber que o campo é inóspito à medida que se incrementa o número de sujeitos. Vivemos num mundo em que a quantidade dita o comportamento individual, com suas crenças, valores, atitudes e ações. E cada agente, ao ver-se diante da força do número (que para ele é força, é justiça, é o que é certo), segue a sintonia da grande onda. Não se trata de condenar, e sim de constatar.Isso já foi comentado no curso (Dia 1). E o discurso cativa, prende, fascina, justamente porque é uma externalização de uma série de experiências vividas, sofridas e compreendidas. Que geraram ao longo da vida uma explosão de eventos aparentemente inexplicáveis - o que as religiões chamam de milagre. Se transforma em blogs, em técnicas rudimentares de aprender instrumentos musicais, em vontade de estudar e pesquisar, em cursos, em segurança diante de situações diversas, em elegância e ordenação de discurso, em compreensão dos deveres supremos da vida.
Nulidades existem aos montes no mundo. Nas ideias, nos discursos, no tempo (energia e informação) dispendido de forma pouco eficiente,...Agora, existem raridades, que se alçam a patamares da fama: as Raridades Nulas.Essas assumem a forma de fama e riqueza - que inexoravelmente, por sua natureza, tendem a acabar e deixar um rastro de frustrações. Pois quanto maior o gozo, maior a próxima dose, necessária para manter o gozo (e a estabilidade psíquica-física). Num mundo finito, cheio de delimitações e fronteiras, cheia de aparências e jogos de interesses, num jogo de forças que não perdoam porque não compreendem, há atritos imensos. Os métodos de superação operam em nível ineficiente. Infelizmente. Mas é adequado ao grau de compreensão atual. A pior coisa que existe é nascer numa condição favorável do ponto e vista do mundo: ser rico, belo, saudável e talentoso. O ser fica refém desses atributos (temporários!), esquecendo-se de usá-los como meio para trabalhar a única coisa que precisa realmente ser trabalhada: o espírito.
Por outro lado, existem nulidades que (obviamente) são despercebidas. No entanto, pode-se perceber que estas, ao perceberem o meio em que se encontram - e querendo progredir - prontamente procuram se posicionar de acordo com o meio, e se adaptam à mentalidade comum. Mas existem aquelas nulidades que acabam não fazendo isso. As Nulidades Raras. São poucas. Muito poucas - assim percebi ao longo da vida. Essas se inquietam, se indignam, querem levar temas inquietantes até a exaustão de suas forças intelectuais, sentimentais, e físicas. o organismo arde em dores. Frio que queima a alma. Fome que estufa a mente. No entanto, raríssimos são os ambientes coletivos onde essa espécie de trabalho é possível. Raríssimos. Oras, o ser deve recorrer à única solução que lhe resta - se desejar conviver em relativa paz neste mundo: a minimização das relações sociais.
É importante destacar: a causa dessas minimizações não é nem ódio, nem medo, nem arrogância.
Ódio é vontade de reagir de forma a destruir o outro.
Medo é temor de ter suas ideias confrontadas com outras.
Arrogância é acreditar que seus conceitos são melhores que outros.
Não se trata de um afastamento por nenhum dos motivos. Então, qual seria a causa desse comportamento que - infelizmente - leva outras almas a assumirem como causa uma ou uma combinação de duas ou três das causas do mundo?
O desgaste desnecessário. O sofrimento inútil.
Todo mundo que nasce nesse universo deve aprender algo. Logo, deve sofrer. A questão é que existem sofrimentos úteis e inúteis.
Se, ao longo da vida, diversos ensaios são feitos para compreender o entorno, se adequar a ele, e mesmo assim, por maior que seja seu esforço, percebe-se que existem fronteiras intransponíveis, é sensato abandonar o campo. Livre de vínculos cármicos de ódio, medo ou arrogância.
Hitchcock soube demonstrar esse fenômeno no Cinema.
Dizer muito às vezes exige falar pouco. Ao passo
que falar muito geralmente (mas não sempre) é
dizer pouco. Resta ao ser humano descobrir a potência
do trovejar do silêncio.
À medida que a Nulidade Rara atinge um nível de compreensão mais profundo, trazendo do campo consciente as memórias e sensações trabalhadas em vida, para o campo subconsciente, começa-se a imprimir em sua natureza novos elementos. Em doses homeopáticas. Doses infinitesimais. Mas ainda assim, doses. Inicia-se o que a Ciência hodierna não admite: altera-se conscientemente a natureza própria - para melhor.
Não há nada que possa mudar a natureza humana a não ser a experiência intensa da dor trabalhada de forma completamente diversa.
Disso a humanidade ainda não se deu conta.
Não existe desejo de escarafunchar os problemas mais substanciais, que levam aos desentendimentos mais ruidosos. Não se vê a relação entre um e outro. Deseja-se buscar uma solução que apazigue. Lançam-se ideias bonitas, interessantes. Translada-se o assunto. Tudo é feito com o intuito da fuga. Seja com o outro - e mesmo com você. No entanto, as nulidades raras se recusam a seguir esse caminho, ipsis literis. Apesar de compreenderem o porquê disso ser feito. E respeitarem o modo de agir do grosso da humanidade - justamente por compreenderem a natureza do ser humano.
E com uma vontade revigorada, que dilata essas fendas que levam à luz, novas criações brotam no íntimo. Maior capacidade de visão e síntese. Maior segurança. Maior valorização de si. E justamente, maios introspecção. Maior silêncio.
Deve-se semear em terreno propício.
Ao longo da vida, o ser que seguir com sinceridade séria e seriedade sincera o caminho que sua intuição lhe aponta, pode se tornar uma Raridade Rara.
Muitas Nulidades Raras possui o mundo - pouco são incomodadas ou incomodam.
Poucas Raridades Nulas existem no mundo - muito influem mas pouco oferecem.
Pouquíssimas Raridades Raras existem no mundo - são desprezadas, mas influem sobre todo sistema de valores ao longo de séculos, milênios e eternidades, abalando a estrutura para elevá-la. Mas sofrem em vida por esta lhes exigir paciência fora de série.
O número de alunos caiu pela metade - de dez para cinco. Cinco alunas. Antes: 7 alunas, 3 alunos. Agora: 5 alunas. Mais um (bom) amigo que decidiu acompanhar de ouvinte o curso. Então podemos dizer que o total são seis.
Por um lado é bom trabalhar com pouca gente. Será possível que todos emitam ideias e opiniões, tirem dúvidas e exponham observações relevantes. O aprofundamento se torna possível. A concentração é mais fácil de se obter. O trabalho terá apenas dois grupos. Com isso, no dia da apresentação, cada um terá mais tempo de explicar o que foi desenvolvido ao longo do curso.
Dessa vez defini formalmente o que é sistema, modelo e simulação.
Para aqueles que não sabem, vai uma breve definição da minha parte:
1) Sistema é um conjunto de elementos (vivos ou não-vivos), que possuem relações entre si (interdependência), e possuem um objetivo em comum (meta). Elementos, relações e objetivo.
2) Modelo é a representação de um sistema. Essa representação pode ser na forma de símbolos (diagramas, por ex.), equações, verbal (descrição), físico (maquetes), entre outras. É importante lembrar que o sistema é real e o modelo representa essa realidade. No entanto, um sistema pode ser real mas não ser tangível (ex: sistema de controle de um veículo, sistema operacional de computadores). Em suma: real não é sinônimo de material.
3) Simulação é o ato de fazer um modelo evoluir ao longo do tempo. Isto é, para simular o modelo deve estar num formato que permita obtermos variáveis ao longo de cada instante de tempo. Existem simulações virtuais, reais e híbridas (misto de real-virtual).
Os conceitos são a pedra fundamental de qualquer trabalho. Logo, é importante definir com clareza para as construções que se apoiarão nessa pedra sejam sólidas e eficientes.
Á medida que o assunto fluía pude tangenciar alguns temas: falei um pouco sobre análise dimensional, com seu clássico Teorema dos Pi de Buckingham (modelos físicos, protótipos); comentei sobre o nível de complexidade crescente, e sua respectiva dificuldade de representação dentro do paradigma reducionista, com seu método racional-científico. Aí eu citei exemplos de trabalhos que envolveram a compreensão, a representação e a obtenção de comportamentos (variáveis) em vários domínios físicos para se chegar à causa riz de um problema na área espacial.
Também falei sobre as três inteligências:
a) Subconsciente (instintos);
b) Consciente (razão);
c) Superconsciente (intuição).
Todos nós possuímos as três. Em larga medida elas coincidem. Para casos raríssimos, excepcionais, passa-se a fazer uso da intuição de forma relativamente consciente, com um controle das visões obtidas. Isso só pode ser atingido através de profunda maturação biológica (UBALDI, P., As Noúres), que desperta o espírito a tal grau que este é capaz de influir com peso no organismo vivo.
Fiquei contente ao perceber que todas(os) alunos se manifestaram, citando exemplos e comentando. Uma moça falou que fazia validação no trabalho, mas nunca teve a visão mais geral apresentada ontem; outra, quando citei Carl G. Jung, disse ter estudado suas ideias - que foram além das teorias de Freud. Isso me dá o sinal de que o curso está sendo útil (cumprindo sua função).
Até mesmo meu amigo - e colega de trabalho - foi capaz (olhem que impressionante) relacionar uma atividade que desenvolvemos em grupo ao tema que ele vem desenvolvendo em seu mestrado. Eis o que me espanta: a partir da apresentação de conceitos simples, de forma intensa e criativa, para várias pessoas, cada uma com sua especialidade, é possível criar um certo estímulo ao estudo dos fenômenos. Nada de novo, tudo novo. Nada de novo no mundo analítico, descritivo; Tudo novo na visão, na vontade, na introspecção.
Finalizamos a 1ª parte da aula com uma atividade em grupo: o Dilema dos Dois Prisioneiros.
Nessa nova empreitada, novos rostos, novas mentes, novos comportamentos. Melhores comportamentos. Turma pequena. Reduzida ao número - eu diria - ideal para o desenvolvimento e troca de ideias.
O que descobri sobre mim ao iniciar esse curso de extensão? A primeira coisa: falo bastante quando tenho a liberdade de desenvolver um assunto que me agrade. Um assunto que englobe vários aspectos e exija um dinamismo. O tempo voou - para mim pelo menos. A turma parece ter se interessado pelo que apresentei. Mas reparei que a minha fala foi um pouco além. Na próxima semana pretendo dar atividades.
A segunda coisa interessante foi ter conhecido parte do corpo discente do curso de Licenciatura em Química do IFSP. São alunas e alunos muito interessados, concentrados e maduros - comparados às turmas que ensino, de modo geral. Isso me permite seguir uma linha de pensamento de forma construtiva, relacionando e exemplificando. Sem medo. Sem rupturas. Explicação integral.
Me pergunto se o curso foi uma boa ideia. O fato é que gostei de falar para um público o assunto que julgo tão importante para uma humanidade desorientada. Mas mais impressionante é não ter feito brincadeiras. Elas não cabem nesse curso - a não ser que sejam muito construtivas. E acho bom.
A maturidade das moças me deixa aliviado quanto ao andamento do curso. Acredito que não haverão problemas. Quem se matriculou deve estar interessado - pelo menos a princípio. A ideia agora é seguir um ritmo, divagando um pouco menos, e abrindo espaço para que todos façam atividades e exponham suas dúvidas e opiniões.
Minha vontade de fazer algo útil (doutorado) também aumentou. No momento não há forças me auxiliando. As buscas e tentativas não estão sendo úteis. Navego sem rumo no mar da formação continuada. Busco a tempestade para me superar superando-a - mas não a encontro. Ela foge de mim. E assim nenhum projeto à vista. Eis um dos motivos de ter dispendido tantas forças na criação desse curso de extensão.
Todo ser humano quer ser mais. Expansão da consciência. O correr das areias da ampulheta do tempo se somam às dores das experiências intensas e das atividades diluídas na extensão dos desertos de repetições. Mas daí surgem as ideias, os conceitos, a vontade.
O espírito cria sempre. A todo momento. Mas especialmente na dor. Ele ordena a matéria, hierarquizando-a. Torna-a mais resiliente. E com isso pode vesti-la e transmitir seu modo de vida ao entorno.
Pela primeira vez desde que substituí, na emergência, um professor, estou novamente falando sobre um assunto que me interessa. Dessa vez de forma oficial, com quinze encontros, com um curso montado e esquematizado. Esse me parece o melhor momento para manifestar tudo que puder, da melhor forma possível, com máxima responsabilidade e criatividade.
Foi um dia bom. Valeu a pena sair de noite para trabalhar. O espírito foi alimentado.